A tendência dos elétricos alternativos a partir da China

A tendência dos elétricos alternativos a partir da China

É comumente utilizado no mundo ocidental um carro com capacidade de transportar em conforto 4-5 pessoas; as cidades possuem largas vias e a média de carros a cada mil habitantes é a metade deste número. Com os custos de produção diminuídos, concorrência aumentada, e os subsídios – ou diminuição/retirada de tributos – concedidos por governos dos países ao longo dos anos, elevaram o número de pessoas a requisitarem um carro; considerando-se também o avanço territorial e de desenvolvimento das cidades com a globalização envolvida, a sua necessidade de deslocamento.

Nisto, é esperado um ponto de que o limite territorial das cidades e de suas vias em contraponto ao crescente número de adeptos dos veículos automotores ao longo do século 20-21, mais ao crescimento populacional, aumento da renda e qualidade de vida promovido pelo sistema capitalista com o seu trabalho obrigatório como fator gerador desta promoção, nasce a questão do até quando os limites territoriais das cidades suportará o crescimento populacional necessitando-se de deslocamento para seus locais de trabalho e lazer. A Era Digital é fundamental como fonte de amortecimento para esta questão. Com trabalhadores à distância, incluso os profissionais das empresas, os empresários, e os empreendedores digitais, a necessidade de deslocamento diário diminui mas não é suficiente para o abandono desta prática. As relações humanas prevalece e o estresse no trânsito continua.

Do outro lado do mundo, a China lida com este desafio há muito tempo, é um país que ultrapassa 1 bilhão de habitantes, e assim como a índia, mantém carros subcompactos dominando o mercado e as ruas das suas cidades no deslocamento cotidiano necessário. Fora a questão ambiental, a necessidade dos subcompactos se torna necessário por uma razão óbvia: são confortáveis e pequenos! Não é o padrão do lado ocidental do globo, mas no dia a dia se torna ideal para megalópoles como Pequim de população muito próximo da Austrália, mais de 20 milhões de pessoas. Os subcompactos são carros que cabem confortavelmente 2 indivíduos e possuem lugares para até 5.

O Ocidente começa a sentir esta nova realidade. Megalópoles como São Paulo, de trânsito caótico, transporte público urbano e vias comprometidas, dificultam ainda mais a operação. Os subcompactos são uma boa opção individual para quem quer economizar com combustível e manutenção, e é uma boa opção coletiva pelo espaço total em que ele ocupa nas vias. Possa ser que com a popularização dos elétricos, os subcompactos seja a nova realidade por demanda nas grandes cidades ocidentais. Entretanto, enquanto o mundo ocidental começa a conhecer as vantagens dos subcompactos elétricos, a China valoriza a cada instante, nos lançamentos das marcas chinesas, um tipo de veículo “automotor”, já neste caso, “motor” entre aspas, porque quadriciclos e triciclos urbanos são elétricos, à bateria, como opção ainda mais reduzida de espaço e conforto, em contrapartida de maior autonomia e eficiência no dia a dia do deslocamento nas cidades. São veículos que podemos categorizar como alternativos entre o carro e a moto.

Da esquerda para à direita: Fastback, Alternativo e Subcompacto

 

Uma opção de revezamento que se encontra hoje com valores inferiores aos carros elétricos populares, é a adesão dos subcompactos elétricos e dos veículos alternativos, com valores ainda menores em relação aos subcompactos. Na China eles são bastante usufruídos. Como besouros no trânsito, são um dos responsáveis pela China ocupar a vaga do país que mais vende veículos elétricos no mundo. Na Europa pouquíssimas opções são encontradas. São destacados abaixo os principais carros subcompactos e veículos alternativos vendidos no mundo nesta categoria.

Os subcompactos como o Chery eQ e Baojun E100 da GM são os dominantes na China; enquanto os compactos Volkswagen e-Up e o Renault Zoe são presentes na Europa. Triciclos à exemplo do Arcimoto SRK e quadriciclos urbanos como o Renault Twist também são alternativos disponíveis hoje no mercado. Tanto na China como o resto do mundo existem dezenas desses modelos elétricos puros deste tipo com custo de aquisição mínimo. Aqui você pode conferir alguns modelos de subcompactos chineses e saber um pouco mais deste nicho de mercado.

 

 

Sucesso de vendas nos primeiros anos de chegada no Japão a Mitsubishi com o modelo i-MiEV decidiu encerrar o carro por conta da volta de tributos do governo Japonês e do projeto antigo do veículo já decadente. A nova geração do Mirage deve ser seu natural substituto.

 

O Grupo FCA também possui no portfólio o subcompacto elétrico Fiat 500e.

 

Algumas das próximas gerações de carros à combustão foram confirmadas com uma mudança vital: passarão a ter opção ou serem modelos elétricos. Outras montadores preferiram anunciar lançamentos de carros do zero, seguindo a tendência mundial dos subcompactos iniciados em mercados consolidados como a China, como é o caso do próximo lançamento do subcompacto previsto para 2020 da Honda, o Urban EV.

Ou também da próxima geração do compacto Corsa, agora do Grupo PSA, na sua opção verde chamada Opel eCorsa.

Projeção do eCorsa para 2020

 

Já pensou em um Fusca 4 portas e 100% elétrico? Pois bem, a Volks anunciou a nova geração do compacto somente elétrico.

Ilustração do Beetle 4 portas elétrico a partir de 2021

 

Os alternativos possuem lugar no mercado e estão crescendo. São versáteis, podem ser pilotados e utilizados por condutores comuns ou empresas. Clique na imagem para melhor resolução.

 

Vale ressaltar que todos os veículos inclusos neste artigo são 100% elétricos, ou somente elétricos ou EVs, como devem ser chamados. A mídia generalista costuma adotar manchetes “veículos elétricos no Brasil”, o que na realidade não possuímos, senão híbridos ou elétricos de luxo, como o subcompacto i3 da BMW.  Era para não existir a necessidade de constar os “100%” antes do “elétrico” ou “puro”, após, pois pressupõe que todo electric vehiculo  é um electric vehiculo! Na clareza objetiva da palavra! Para carros híbridos, chamamos abreviadamente de PHEVs ou HEVs, e os elétricos de EVs.

 

O BMW i3 tem autonomia de até 200km e é recarregado em 3 horas em tomada especial doméstica

 

Interior desconexo marca o i3. Preço estimado em R$ 200.000

 

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