CIÊNCIA DISRUPTIVA

CIÊNCIA DISRUPTIVA

CIÊNCIA DISRUPTIVA

Hoje muito se fala da inovação disruptiva, se não bastasse a Inovação ser conceitualmente disruptiva, que quer dizer basicamente ter algo bom que antes não existia; com a capilaridade para a saúde, para a mobilidade urbana, para a educação, para a logística, e muitas outras áreas empresarias e sociais. Algo bom podemos transferir para um produto que tenha mais segurança, que o cliente obtenha mais valor percebido, um processo, uma forma de fazer diferente, uma máquina que possa transportar mais e melhor, uma plataforma tecnológica que una grupos de interesses e também um serviço corajoso até ainda não praticado e pensado. Esse algo bom na sua saída do papel e indo para a prática do que foi estudado e planejado, tem o desafio de comprovar na sua validação os diferentes níveis de transformação social e/ou relacional que ele pode alcançar.

Acontece que ferramentas boas de marketing e publicidade fazem com que infelizmente profissionais da categoria, motivados e pressionados a maior faturamento, ou como queiram dizer, manter a competitividade, aumentar o market share, lançamentos de marcas etc., exageram ao lançar o “produto inovador”, o “produto nunca antes visto na história” muitas vezes sendo outra forma de fazer. A palavra inovação ficou tão banal de certa forma, moderadamente tão usual que lamentavelmente bons acadêmicos cheguem a pensar que a inovação se tornará commodity, como afirma o professor doutor Marcelo Nagawaka em que tenho o maior respeito, embora ele considere no sentido da inovação commodity como processo e vantagem competitiva. A inovação sempre é novo, traz a coisa nova, traz algo bom, portanto não sei se dizer que a inovação possa virar commodity. Na sua visão faz jus o teu conceito. Senão, elimina-se o conceito original e incrementa outra palavra aliada.

O que acontece são níveis da inovação, níveis de transformação, e aí entra um nível extremo, que na minha visão é a inovação disruptiva que encaixa neste sentido. Traga pelo professor de Havard, Clayton Christensen, a inovação disruptiva acontece a partir da ruptura ou criação de algum mercado por processos e métodos criativos e sistêmicos. Mas não é de uma hora para outra que isso acontece como veremos a seguir.

A inovação, a verdadeira inovação são bem poucas organizações que fazem. A vinda do novo requer o clichê de investimento em pesquisa e desenvolvimento, o investimento em P&D por parte das organizações. A exemplo do lean startup e do design thiking que facilita a pesquisa e desenvolvimento em parceria com o mercado na criação do processo ou solução, temos os conhecimentos por detrás de toda a nuvem inovação por onde são oriundos da capacidade da pesquisa científica nas academias e nos centros de pesquisas nas empresas. Universidades em aliança estratégica com o mercado, ajuda, acelera e comprova na prática produções científicas realizadas na academia como este livro indica na implementação de um mecanismo de ensino nas instituições.

Por fim, entenda que a inovação disruptiva é o fim de um caminho iniciado pela ciência e mercado, pelo conhecimento científico gerado por teses e produções materializadas em artigos e protótipos. O mercado, ele é um grande influenciador neste processo por ser o destinatário principal e o resultado positivo ou negativo deste conhecimento, embora ainda a ciência e o pensamento científico seja o pai da inovação. Claro, as pessoas fazem tudo isso acontecer, no início como pesquisador, no meio como profissionais, e no final como consumidores.

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