CONSELHO DE MEDICINA PIORA SITUAÇÃO DA SAÚDE NO BRASIL

CONSELHO DE MEDICINA PIORA SITUAÇÃO DA SAÚDE NO BRASIL

No ano passado o Conselho Federal de Medicina – CFM publicou no Diário Oficial da União uma norma protocolando a retirada de divulgação dos valores promocionais cobrados em clínicas populares assim como a proibição de anúncios publicitários no ramo, alegando que para evitar que o paciente (cliente) confunda o serviço médico (produto) com comércio. Assim, sendo expressamente proibido a divulgação dos valores na porta das clínicas assim como a criação de pacotes promocionais, e ainda, obrigatoriamente, a clínica ser registrada no CFM. 

Ora, se o “serviço médico” não é algo comercial, não é um produto, qual o motivo então de cobrar preços altos para a classe média brasileira? Se você aparecer com um sintoma desconfortável na porta do consultório e não ter crédito para adesão do “serviço médico”, com poucas exceções, você será atendido.

O misticismo ao redor do médico tem de acabar, é um profissional formado e que agora trabalha na área, tem seus méritos, dedicou anos estudando, investindo, e justamente por isso cobra pelos seus serviços. COBRA PELOS SEUS SERVIÇOS. É uma troca comercial. Na consulta não há um valor menor pelo fato de ser um “serviço médico”.

Bom, mas voltando sobre danosa interferência do CFM na comercialização do produto consulta médica, a consequência direta desta proibição concedida pelo governo, implica na falta de práticas concorrenciais e dificuldades de diferenciação nos modelos adotados de consultas, abrindo espaço para formação de carteis, valores extremamente fixados sem movimento de queda, apenas aumento. Pode reparar. A falta, ou melhor, a proibição dos anúncios nas clínicas populares agrava o serviço em ser algo discreto e caro. Sem abertura para a guerra nos preços, diferenciações, inovações (dentro dos padrões de atendimento e segurança mínimas exigidos pela OMS e CFM) o “serviço médico” de qualidade permanece sendo para poucos.

O mercado da saúde biológica não flui, diferente do mercado da saúde do bem-estar (academia, centros esportivos, beleza e estética).

Enquanto isso no SUS, onde têm-se denúncias todo o tempo da falta de médicos nos hospitais, do atraso deles e da pouca carga horária, a situação continua sendo a que conhecemos.

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