CONSIDERAÇÕES PRESIDENCIAIS

CONSIDERAÇÕES PRESIDENCIAIS

Na eleição o tiroteio acontece de todos os lados, o campo de discussão é substituído por um campo de lacração. Hoje eleito Presidente, o deputado até então sempre demonstrou o inverso de tudo aquilo que defendia na campanha. Isso para mim sempre foi muito claro.

O que não estava claro até então era a sua real intenção. Seus gestos pós-Outubro de 2018 era por pura ignorância intelectual levantado pela ausência de um projeto integral de governo e por certa ingenuidade comportamental ou tinha uma falsa defesa do Brasil de finalidade maléfica, danosa e corruptamente suja com comportamento odioso?

Não é possível que após tudo que já passamos no ano de 2019 e o que estamos passando nesse primeiro semestre de 2020, assessorado diretamente por dezenas de pessoas e por uma equipe técnica impecável em alguns setores dos ministérios, que ele não tenha se dado conta da sua incapacidade gerencial e política. É mais do que isto. Ele já provou que não é isso.

A crise pandêmica retirou a máscara do Presidente, demonstra sua real intenção na permanência do poder, visa a permanência assim como foi o último político com grande adesão popular, suas interferências e declarações são propositais, são sistêmicas; essa nuvem que estampava uma dúvida se o tempo estava ensolarado ou nebuloso, o vento tirou, digo, a crise chegou. O autoritarismo não convém com hábitos republicanos, um líder autoritário é refém do autoritarismo institucional. O ambiente favorável combinando religião, família e poder é o reverso do Estado de Direito.

Parem este homem, ele evoca um movimento que está acima dele e que ele não controla. É fora da Lei. O Presidente precisa ser interditado, o líder antidemocrático está se tornando um líder autocrático. Na gestão da nova política falhou, nas políticas públicas de sustentabilidade falhou, nas relações exteriores falhou, e na grave crise sanitária falha em não só não apoiar mas também empurrar o povo ao precipício quando incentiva ida as ruas.

Eventuais empreendimentos de sucesso do governo, exemplificando os projetos reformistas e logísticos, não são fatores determinantes à sua interdição. A ponte Rio-Niterói foi erguida na ditadura militar, a industrialização brasileira na ditadura Vargas.

O Presidente do Brasil (2018-2022) trata a República Federativa como um puxadinho do seu estábulo eleitoral, o Rio de Janeiro, além de que para todos aqueles que não concordam com suas inusitadas e criminosas opiniões são inimigos do Poder Executivo federal, que segundo ele se chama o Brasil. Pobre Jair.

Boas relações sociais acima de tudo. A voz do povo não é a voz de Deus.  

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