CONSTITUIÇÃO DA FAMÍLIA NO SÉCULO 21

CONSTITUIÇÃO DA FAMÍLIA NO SÉCULO 21

Família: “Grupo de pessoas unidas por convicções, interesses ou origem comuns”.

Quem definiu a família sendo formada por uma mãe, um pai e alguns filho(s)?! Ninguém definiu, porque não há definição nesse sentido. Alguns podem dizer que foi a história, com ela podemos traçar a linhagem familiar; na verdade, trocando a palavra “definição” por “padronização”, fica bem mais coerente, pois sabe-se que esta sociedade impõe certas linhas de pensamentos padronizadas difíceis de serem detalhadas pelo grande povo em algumas questões. A quebra e o questionamento delas, começa com movimentos, revoltas, reflexões, e até mesmos protestos.

Desde a estabilização da sociedade civil, diferentes formatos de famílias houveram. Inúmeras modificações neste tipo de organização ao longo dos séculos tiveram ligeiras vindas e voltas, como aconteceu na Era Imperial em que a mãe, esposa, ficava em casa cuidando e administrando o lar, enquanto o marido trabalhava; na Era Industrial, começa acontecer os primeiros movimentos feministas, as primeiras reivindicações homossexuais; e por fim, dando um salto nas três revoluções industriais inclusas na Era Industrial, chegamos na Era Digital, partição atual na consolidação desses movimentos que iniciaram eras atrás. Portanto temos aí a mulher independente, os gays, os transexs, e lésbicas possuindo família. Esses últimos grupos por sua vez, também tendo o direito de possuir herdeiros, deixando de ficar à margem da sociedade, sofrem diariamente atos agressivos vindo de pessoas, áreas e religiões ultrapassadas por todo o globo. Agressões estas que vem de uma “inocente” brincadeira à uma chacina. Estatisticamente, países subdesenvolvidos, emergentes, e socialmente em crise, são nações onde predomina a maior parte destas agressões.

O Brasil obviamente incluso neste grupo, com índices que extrapolam limites, as agressões contra LGBTs e número de assassinatos altíssimos, torna o país como um dos mais violentos do mundo neste aspecto. País este que deveria ser exemplo no apoio a diversidade, uma vez que é um dos bem poucos que apresenta uma multiculturalidade magnífica como essa, em que vemos a todo momento um conservadorismo de budega em fundamentos religiosos com determinadas religiões evangélicas impondo doutrinas que nem no Império Romano existiam, forçando o desrespeito alheio, as quais não tem o direito de se quer avaliar algum assunto, antes da autocrítica, manipulando massas populacionais; grupos políticos que prezam “pela família brasileira” impedindo o avanço do tema no Congresso Nacional; novas gerações crescendo com uma mentalidade das velhas; pastores como o Silas Malafaia chegando a incentivar seus seguidores a boicotarem a campanha d’O Boticário –  algo totalmente fora do eixo da diversidade, mas sim da ignorância e preconceito. Sabe, com um olhar muito distante, enxergo nada mais como uma disputa pelo Poder. Essa sim pode ser a verdadeira causa.

Agora, ainda no tocante a questão religiosa, apesar da Igreja Católica, em nome do Papa Francisco demonstrar apoio, flexibilidade e respeito a união homoafetiva, a constituição familiar por casamento institucional católico sofre resistência no Clero. O Papa vem demonstrando abertura mais tolerante ao caso milenar, chegou a confirmar que apoia a união civil como família, ou seja, a transição para o próximo formato familiar oficial da Igreja já começou e está em discussão. Entretanto, devemos lembrar que acima das igrejas, religiões, governos, e Estados, a sociedade tem de ser dominante em relação a essas figuras culturais, e o seu desejo expresso forçará instituições como essas a modificarem suas políticas.

Igualmente como casamento, a família é modo comportamental, relacional, significativo, tolerante, emocional, instrutivo, marcado pela união de pessoas que ali escolhem para conviver no mesmo ambiente em regime 24/7. A preocupação fator criança é um processo pelo qual a sociedade está passando. A criação infantil pelos casais gays já é uma realidade com experiências boas na compreensão delas, a criança, sob um modo de vida diferente da padronização sobre a carcaça da luta e da angústia milenar de pessoas que carregam a condição sexual que a impedem da reprodução biológica entre elas.

Tanto faz famílias de um só pai, uma só mãe, uma mãe e um pai, duas mães, dois pais, uma mãe e uma avó, um pai e uma tia, dois irmãos e o caçula, tanto faz! As famílias não tem definição, tem padrão, o que é completamente diferente. Vai lá e quebre o padrão, pense fora da caixa, não siga o fluxo, porque o que REALMENTE importa é como desenrola as relações dessas pessoas unidas no mesmo ambiente, não por quais tipos de pessoas são constituídas neste ambiente. Família: “Grupo de pessoas unidas por convicções, interesses ou origem comuns” – Dicionário Michaelis.

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