ERA DIGITAL X ERA DO CONHECIMENTO

ERA DIGITAL X ERA DO CONHECIMENTO

Não tem versus, foi para chamar a atenção. Os dois conceitos ou as duas eras, período em que estamos vivendo se complementam. Acadêmicos falam de Era do Conhecimento, outros chamam de 4ª Revolução Industrial, enquanto outra parte prefere chamá-lo de Era Digital, o qual me incluo neste grupo e explico o porquê.  A Era da Informação também é muito atribuída ao tempo das redes sociais.

A Revolução do Conhecimento, introdução da ciência moderna nos séculos 16, 17, 18, fez aumentar a expectativa do povo em relação a credibilidade, a confiança sobre os princípios materiais e sociológicos do mundo da vida mediante ao método/pesquisa científica corroborando no espectro da ciência, tecnologia e inovação. Deste tempo à idade contemporânea, o entendimento da importância do conhecimento é célebre na sociedade civil, seus aparatos e o Estado. Se tornou uma chave-mestre para a tomada de decisão durante o processo de decisão em paralelo com os objetivos e experiências como aprendizado. Colocar o atual tempo como Era do Conhecimento é ignorar a história da ciência moderna, uma vez entendido como Era do Conhecimento um período em que a informação mais experiência como prática informática é o centro das relações humanas. A observação histórica nos mostra, a partir da Revolução do Conhecimento em unidades de séculos passados que a civilização humana, elitista para época, já considerava a importância extremamente relevante do conhecimento social; dada repressão da Igreja sob cientistas pioneiros.

A Revolução Industrial inglesa do século XVIII, posteriormente a americana do século XIX, e a parceria mundial no século XX foram objetos de experimentos praxeológicos exclusivamente da indústria como setor fabril no mercado empresarial, houve interação próximo de zero das pessoas físicas nas relações fabris/industriais, embora estas fossem participantes do processo como elemento interno, como objeto de uma relação produtiva-consumista, não como produtiva-contributiva no sentido de fora para dentro nas decisões industriais.

A 1ª Revolução Industrial acontece na Inglaterra, financiado pelas colônias, organizações comerciais e parceiros comerciais. Insere uma indústria essencialmente mecanicistas manufatureira à base do carvão natural como moeda padrão Ouro. Enquanto que a 2ª Revolução Industrial, já com a inserção norte-americana no processo histórico, tem como base da sua indústria fabril a energia elétrica, modelos de produção sistematizados, criação de empresas competitivas e moeda padrão cédula. A 3ª Revolução Industrial tem início na segunda metade do século XX em paralelo a 1ª Revolução Espacial dentro da Era Espacial nos dois últimos séculos e também ao embrião da chamada Era da Informação, quando a terceira revolução estava no auge da produção na nanotecnologia, petróleo e ainda como moeda padrão cédula.

A comunidade das três revoluções industriais, isto é, o que tem em comum entre elas é justamente a base composta por grandes corporações de meios manufatureiros, mecanicistas, capitalistas selvagens da produção via exploração de recursos naturais e produtos de consumo bruto. Apontar uma época seriamente diferente do comportamento industrial até então temos vivências, com uma participação popular dentro das esferas de poder privado, com uma velocidade de comunicação e formas de comunicação incipientes por todo redor do mundo e fora dele, as relações de interação sendo via plataformas tecnológicas, sendo via redes socais, sendo via gadgets, ou sendo via produto-pessoa por inteligência artificial, robotização e automação como continuação de mais uma revolução dentro da Era Industrial, é alocar a evolução e desenvolvimento no mínimo da escala potencial em andamento.

Torres de exaustão é o símbolo das Revoluções Industriais

 

Todos esses elementos, incrivelmente, diferentemente das três revoluções industriais não são realizados, produzidos, decididos por grandes indústrias, fábricas, mineradoras, mas sim por grupos de pessoas, ou pessoa, ou centros universitários e de sociedade civil em parceria com o Estado e financiamento parcial industrial. Desta maneira, colocar o momento como uma simples continuação do avanço da indústria é também ignorar as novas relações sociais apoiadas pelo uso intenso da tecnologia em prol da produtividade, da comunicação, da exploração espacial, da relevância cultural, por isso o uso semântico, para não dizer primeiros conceitos da Nova Economia, é adequado indicar como Era Digital. Início de um novo tempo em relação as relações.

A Era Digital com certeza é muito maior do que a chamada 4ª Revolução Industrial. Na política, me parece não ter tido até então novas formas de fazer política, mesmo com o novo sujeito político que surge na Era Digital observada pela líder política brasileira e ativista ambiental mundial Marina Silva. A Era Digital é a relação intrínseca da indústria, academia, startups, pessoas físicas, consumidores e o Estado agrupados na Nova Economia como padrão-moeda digitais criptografadas (moeda virtual, bitcoin?) em giros econômicos naturais na ordem social.

É preciso abrir um parêntese para alertar, e acredito que esteja em embaralho o entendimento do leitor a respeitos de Eras e Revoluções. Está feito um esclarecimento em outro artigo sobre essas diferenças temporais. A revolução se refere a mudança, a quebra de barreiras até então notoriamente difíceis de serem transpostas, é um processo/protesto contra determinada forma de agir e ter; enquanto que a era se refere ao comportamento, em um período muito maior que a revolução, pois a revolução bem como a disrupção possui alto impacto em pouco tempo, já a Era, na minha concepção, possui alto impacto a longo prazo, a mudança de concepção total no aspecto social.

Era da Informação

Nos anos 2000 estava em alta a chamada Era da Informação pelo fato da significativa estabilização e ampliação da internet. A rede mundial de computadores favoreceu a possibilidade de distribuição de dados em massa para a população mundial. Empresas pioneiras como o Google, compilou os dados em único endereço eletrônico. Pessoas possuíam, tiveram acesso e ainda tem a chance de buscar informações de todo o grau e de todo nível científico, governamental histórico – boa parte – espiritual, religioso, empresarial, didático, técnico, estrutural, social, por todo canto dos países abertos. Nessa conjuntura, o mainstream acadêmico e midiático involucrou o período de início de grandes acessos da população civil mundial a qualquer tipo de informações como a Era da Informação pela questão das facilidades e disponibilização de informações.

No entanto, vejamos, o conjunto de dados configura informação que por sua vez, informação mais experiência mais conjunto conexo de informações mais pensamento, configura o conhecimento, portanto, pelo princípio da racionalidade humana, a Era da Informação durou pouco, porque informações não bastam, ela só tem algum valor ao ser transformada em conhecimento pelo método que nós conhecemos, podendo ser aplicado ou não à luz dos princípios do Evangelho de Jesus Cristo ou outros líderes espirituais, sociológicos e filosóficos. Então, a Era da Informação foi esmagada concomitantemente pela Era do Conhecimento embalada pela Era Digital, já que a última envolve também uma questão econômica. E a economia empacotada está onipresente na vida das pessoas desde a Antiguidade.

Informação já não basta mais

 

Era Digital

O processo envolve diretamente pessoas físicas civis, elas protagonizam a Era Digital com o mercado de projetos empresariais. Indústrias, no sentido de fábrica, diferentemente das primeiras revoluções industriais até a terceira mais ou menos, com a inclusão da nanotecnologia no processo fabril, eram as principais ou até mesmo únicos agentes de promoção da revolução. O Estado, as Pessoas faziam parte secundário do processo, mesmo que o primeiro, Estado, agisse em alguns governos de maneira desenvolvimentistas; o segundo era/foi um elemento de participação muito subestimada pelas empresas. A partir da globalização o cenário começa a mudar ao constato das empresas de produtos grossos (recursos naturais, combustíveis, carros, químico, agropecuário) confirmando a observação de Baumann pela área do marketing em ligar a necessidade com a experiência humana em interação ao usufruto do bem e do serviço. O setor de serviços há um boom até crise de 2008, voltando novamente crescer após o evento.

A Era Digital é marcada pela interação fortificada de pessoas em relações a produtos e serviços de modo que sua forma de viver e se relacionar fundi com o uso de tecnologias como recursos não descoláveis das relações humanas. Não descartando a naturalidade ou naturabilidade das relações humanas. Portanto ultrapassa a questão do consumismo, não negado sua contribuição. É um momento jamais visto na história da humanidade, idealizada por cientistas, sonhadores, inventores, visionários de séculos passados, está em aquilo que chamo de “ápice da ciência humana”. E não para de crescer.

Sim, é óbvio que estamos em constante desenvolvimento, bem como o avanço do conhecimento prático científico, da física quântica ao ambiente biológico. A afirmação é ligada ao ponto da alta aceleração na quebra de barreiras tecnológicas. Em 20 anos o avanço arqueológico, citando como exemplo a pesquisa, a descoberta e a obtenção de informações nos sítios de fósseis da Era Jurássica é maior do que em 200 anos de pesquisa neste mesmo ambiente; na medicina ocorre a mesma lógica, na construção, na pesquisa aeroespacial e ufológica, e em várias outras áreas.

Na Era Digital pessoas e empresas precisam aplicar essas palavras a todo tempo

 

Conclusão

Robôs, automação veicular, redes sociais, 2ª Revolução Espacial, plataformas tecnológicas, atribuição corporal a gadgets, inteligência artificial, aparelhos smarts, impressoras 3D, são fenômenos pertencentes a Era Digital, e não pelo fato deles marcarem presença, mas pelo principal fato de nós estarmos dentro deste processo de maneira centralizada e orientada a emitir feedbacks no aprimoramento destes. As novas ferramentas e conceitos de marketing, gestão empresarial e inovação são resultados desta demanda. São siglas e mais termos diferentes todos os anos aparecendo. MPV, design thinking, scrum, co-criação, remarketing, BMC, growth hacking, social innovation..uma cartela de aplicações resultantes deste comportamento característico da Nova Economia. Serviços!

A palavra digital tem origem no latim digitus (palavra latina para dedo). Ao apontar o dedo na direção de telas e para variáveis opções no mercado, imprimimos expressões libertas para usufruto da inteligência do negócio – BI nas empresas. Isto é: a Era da Informação abriu caminho para a Era Digital na chegada de produtos digitais – literal da palavra e não.

Cientistas alertam o uso excessivo no digital e os riscos da inteligência artificial. A palavra de ordem é cautela. O digital neste caso são os aparelhos digitais (ao toque do dedo); o Digital, em maiúsculo, se refere a uma inclusão de outros produtos mais a participação popular direta na fabricação e criação destes, inclusive aos aparelhos digitais. O primeiro smartphone como conhecemos hoje foi o iPhone; Steve Jobs percebeu na experiência touch do aparelho MP3 da Apple, iPod, que as pessoas se adaptaram bem e queriam mais máquinas semelhantes como esta. Ele ampliou as possibilidades de uso touch, reuniu funcionalidades e a partir de 2008, ano de lançamento do iPhone, as pessoas obtiveram a nova experiência. Hoje, os smartphones possuem leitores biométricos da mesma forma como somente organizações militares e corporações mundiais possuíam em suas organizações em apenas 30 anos atrás.

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