VOCÊ FOI DEMITIDO

VOCÊ FOI DEMITIDO

A China como país emergente é hoje uma categoria passada. Quem disser que a China é um país emergente, em ascensão à potência, na realidade está desatualizado. Seja pela ciência humana, seja pela teoria. A China vem crescendo a taxas largas e consistentes por décadas. Seu salto tecnológico é mostrado quando seus produtos são exportados para o mundo do Ocidente. Não fazem marketing como os EUA.

Aliás, se tratando dos EUA, sua presidência laranja demitido por ingerência popular, além de ter afastados relações comerciais com essa potência, alongou relações diplomáticas para o restante do mundo. America First failed. Foi demitido como foi publico em um perfil do Twitter. A junção dos Democráticas e parte da ala Republicana poderá ser a vassoura que limpará a sujeira do Mr. Donald Trump.

Mas vamos retornar sobre a China. O texto que você lerá abaixo não é original deste blog, é a opinião lúcida de um dos principais entusiastas do progresso e história da exploração e engenharia espacial do mundo. Brasileiro, o Reginaldo Miranda Júnior. Ele parte da principal missão científica direcionada a Lua nos últimos 40 anos concluída com sucesso. Protagonizada pela China, a conclusão da missão utilizou como veículo lançador o foguete Longa Marcha 5 acoplado com a espaçonave-mãe Chang’e 5 lançando-a no dia 23 de novembro de 2020 com retorno de fragmentos da lua em 16 de Dezembro de 2020, no condado de Siziwang, Mongólia. Liftoff!

Se quisesse, a China faria no ano que vem uma missão circunlunar (de contorno) com tripulantes a bordo. E outra coisa: se fosse do interesse deles, a China engoliria a ULA e SpaceX juntas, no mercado de lançamento de satélites. O país não depende de apenas dois ou três foguetes de carga média ou pesada: Tem uma frota inteira deles, atendendo a todas as necessidades do mercado de satélites.

Não fosse as restrições do ITAR, estaria lançando espaçonaves para o mundo inteiro. Só que a China não precisa correr atrás de clientes de satélite – pois já tem os seus próprios, e está ocupada demais construindo uma estação espacial e uma série de espaçonaves interplanetárias; Tudo isso já está pago , pois não há necessidade de um congresso para aprovar verbas. O próprio poder central determina os projetos e os provê do que for necessário.

É um país com um plano empresarial de décadas, que vem sendo seguido governo após governo (não poderia ser diferente, claro). Não é mais um enorme gigante agrário e semianalfabeto. Tem resolvido seus problemas sociais (de acordo com o Banco Mundial, mais de 850 milhões de chineses foram tirados da pobreza extrema; a taxa de pobreza caiu de 88% em 1981 para 0,7% em 2015 – a porcentagem de pessoas que viviam com o equivalente a US $ 1,90 ou menos por dia em 2011, termos de paridade de preços de compra). Tudo sob controle forte de um estado centralizador que aprendeu a ser empreendedor ( a China é como uma enorme empresa ), cultivando iniciativas ‘quase’ privadas por parte de empresários amestrados.

Xangai . China.

Compreendeu que em breve teria uma classe média emergente e formadora de opinião – e acenou a ela com as benesses do consumo em massa, conquistando-a. A riqueza total dos 400 mais ricos do país disparou este ano para US$ 2,11 trilhões, de US$ 1,29 trilhão um ano antes. O ganho de 64% foi devido à flexibilização das regras do mercado de capitais e uma recuperação econômica que permitiu que a China se colocasse à frente das outras grandes economias na recuperação da pandemia. Quase dois terços dos seus cidadãos mais ricos viram sua fortuna subir no ano.

O patrimônio líquido mínimo necessário para estar na lista dos mais ricos subiu para US $ 1,55 bilhão, em comparação com US $ 1 bilhão um ano atrás. Muitos dos milionários e empreendedores da China vêm de uma formação em tecnologia. Dado seu acesso a eletrônicos de baixo custo, isso era esperado. E ainda muitos dos empresários influentes ganharam dinheiro em negócios tradicionais, como fornecimento de energia e mineração.
O país conseguiu, em silêncio, formar uma geração de jovens cientistas que aprenderam com os velhos professores. Seus centros acadêmicos são de excelência, e sua capacidade industrial para transformar projetos em realidade é formidável. A força militar está fechada com o poder central, uma vez que foi sendo reequipada nas ultimas décadas como desejava. As economias ocidentais são suas parceiras e clientes. Os países emergentes são seus fornecedores.

A China tem um plano mundial, e fará o que deseja, quando desejar e da maneira que desejar. Não precisa mais provar nada a ninguém.


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